O hábito dos gatos de se esfregarem em seus tutores, conhecido tecnicamente como bunting, vai muito além de um simples pedido de carinho. Segundo especialistas, esse comportamento é uma forma complexa de comunicação química, onde o felino utiliza glândulas localizadas no rosto e no corpo para liberar feromônios. Ao fazer isso, o animal cria um “cheiro de grupo”, sinalizando que aquele humano é confiável e faz parte de seu círculo social seguro.
Quando o tutor chega em casa, essa atitude se intensifica como um ritual de saudação e “atualização” olfativa. O gato busca substituir os odores estranhos trazidos da rua pelo aroma familiar do lar, reafirmando o vínculo afetivo. Dependendo de onde o toque ocorre, seja com a cabeça para demonstrar confiança máxima ou nas pernas para pedir atenção, o animal está transmitindo mensagens específicas sobre seu estado emocional e necessidades imediatas.
Apesar de ser um sinal positivo de bem-estar e marcação territorial amigável, os tutores devem ficar atentos a mudanças bruscas. Se o ato de se esfregar vier acompanhado de irritação na pele, coceira excessiva ou sinais de dor, pode indicar problemas de saúde como otites ou dermatites. Em condições normais, o gesto é uma ferramenta vital para que o pet mapeie seu ambiente e mantenha os níveis de estresse baixos através da familiaridade sensorial.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.