Se você é brasileiro, muito provavelmente já ouviu falar na maior planta aquática do país: a vitória-régia. O que muitas pessoas não sabem, entretanto, é que essa planta de beleza única também pode servir como alimento, figurar em saladas e possui características de sabor muito parecidas com uma endívia.
Sementes, flor e talo de espinhos são as partes principais da vitória-régia aproveitadas pela culinária nacional. Característica da região amazônica em lagos e lagoas de água parada e rasa, a planta aquática de quase 2 metros de diâmetro costuma flutuar com as suas largas folhas e pode sustentar um peso de até 40 kg.
Quando o assunto é culinária, o rizoma da vitória-régia se transforma em um tipo de batata chamado de cará- d’água, suas sementes explodem em alta temperatura basicamente como pipocas e o seu pecíolo suculento e crocante pode até virar uma receita semelhante ao espaguete.
O formato da planta lembra tanto um tacho de fazer farinha de mandioca que em algumas regiões ela também é apelidada de planta forno-de-jaçanã ou forno-de-jacaré.
Enquanto estudavam para escrever o livro Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC), os pesquisadores Harri Lorenzi e o Valdely Kinupp descobriram referências do uso da vitória-régia na culinária por populações indígenas no passado. Segundo a dupla, atualmente existem cerca de 351 espécies de plantas comestíveis que não são encontradas em grandes mercados. Inclusive, receitas envolvendo o uso de vitória-régia não são comuns em territórios brasileiros.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.