Nessa quarta-feira (12), o sociólogo Rudá Ricci foi um dos articuladores do encontro com entidades ligadas ao setor da educação e segurança para encontrar caminhos contra a situação que tem gerado temor no Brasil. O pesquisador e sociólogo enfatizou que “ataques a escolas, gravações de fake news, desinformação e ameaças, que antes pareciam atitudes descoordenadas, agora têm se mostrado uma onda perigosa”.
Rudá Ricci defende a necessidade de três medidas emergenciais, que incluem “desbaratar e prender os núcleos propagadores das ameaças”, o que, para as instituições, já está sendo tratado pelo Ministério da Justiça.
As outras são “criar protocolos de orientação para pais e professores sobre como agir em casos de ameaça, violência, agressividade e incivilidade” e “criar serviço de apoio e escuta de psicólogos e assistentes sociais” para pais e profissionais da educação.
O cientista social afirma que é uma interpretação equivocada de achar que adolescentes que estão propensos a atacar se intimidam com guarda, com policiamento. É o contrário. Nos Estados Unidos, as guardas armadas dentro das escolas aumentaram e até estimularam atos de violência. Nós queremos outro tipo de abordagem, que seja por meio da inteligência e não dos atos de retenção.
Informações sobre ameaças de ataques podem ser comunicadas ao canal Escola Segura, criado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com SaferNet Brasil. As informações enviadas ao canal serão mantidas sob sigilo e não há identificação do denunciante.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.