Uma série de atos violentos contra igrejas e residências na região majoritariamente cristã de Jaranwala, localizada a cerca de 115 quilômetros de Lahore, capital da província de Punjab, no Paquistão, resultou na prisão de pelo menos 146 pessoas desde quarta-feira (16).
As ações, desencadeadas por acusações de profanação do Alcorão, têm gerado preocupações e levantado questões sobre a segurança das minorias religiosas no país.
De acordo com relatos da agência de notícias Al Jazeera, grupos de muçulmanos radicais teriam incitado a violência após acusarem uma família cristã local de profanar o Alcorão, o livro sagrado do Islamismo. Páginas do Alcorão, supostamente contendo conteúdo blasfemo, teriam sido encontradas na região, o que desencadeou uma reação inflamada por parte dos manifestantes.
As autoridades paquistanesas, em resposta aos atos de violência e em uma tentativa de controlar a situação, efetuaram as prisões de pelo menos 146 indivíduos relacionados aos tumultos. O inspetor-geral da polícia de Punjab, Usman Anwar, anunciou as detenções e afirmou que as operações para prender outros envolvidos continuam em andamento.
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