Milhares de venezuelanos participaram, na quinta-feira (22), de manifestações em diversas cidades do país para exigir eleições livres e mudanças políticas. Organizado pelo movimento Vente Venezuela, ligado à líder oposicionista María Corina Machado, o protesto foi a maior mobilização nacional da oposição em quase dois anos. Os atos ocorreram em cidades como Caracas, Valência, Maracay, San Cristóbal e Maracaibo.
A mobilização acontece em meio à indefinição sobre o calendário eleitoral. A presidente interina, Delcy Rodríguez, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmaram que haverá eleições, mas ainda não estabeleceram datas para as votações presidenciais e legislativas. Machado defende que a eleição presidencial seja realizada até julho de 2027. Os manifestantes também pediram a libertação de pessoas consideradas presas políticas pela oposição.
Segundo a organização de direitos humanos Foro Penal, mais de 320 presos políticos permanecem detidos no país, apesar das libertações realizadas neste ano por meio de uma lei de anistia. O governo venezuelano nega manter pessoas presas por motivos políticos. Paralelamente, apoiadores do Partido Socialista, que governa o país desde 1999, também realizaram uma manifestação em Caracas. As negociações políticas apoiadas pelos Estados Unidos buscam mudanças nas instituições eleitorais e judiciais, mas não incluem o movimento de María Corina Machado.
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