A mobilização conjunta da União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG) jogou papel importante para barrar os cortes de verbas do Ministério da Educação (MEC).
Nesta quinta-feira (8), quando as entidades realizavam ato conjunto em Brasília, em frente à sede do MEC, o ministro Victor Godoy anunciou a liberação de R$ 460 milhões para despesas discricionárias do ministério.
“Desse valor, já foram viabilizados R$ 300 milhões para o repasse de recursos às entidades do MEC, destacando-se o pagamento de 100% da bolsa assistência estudantil, bolsas PET, bolsa permanência Prouni, entre outros”, escreveu no Twitter Godoy.
Dessa forma, as entidades tornaram possível o pagamento dos mais de 200 mil bolsistas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
“Nossa pressão deu resultado! O ministro da Educação acabou de anunciar a liberação da verba do orçamento do MEC para as despesas discricionárias e se comprometeu em pagar as bolsas CAPES até dia 13. Estamos vigilantes e mobilizados até lá! #PagueMinhaBolsa”, postou a UNE na rede social.
A presidente da entidade, Bruna Brelaz, avisou que a pressão vai continuar até que a bolsa de todos os estudantes e o dinheiro da educação seja completamente recomposto. “Não vamos sofrer com a má gestão nem calote de um governo desastroso como o do Bolsonaro. Com estudante não se mexe! ”, disse.