Dados obtidos por analistas de código aberto endossam a alegação russa e afirmam que este é o avanço mais significativo das tropas do país em um ano. Kiev ainda precisa lidar com a perspectiva de enfrentar as tropas norte-coreanas, após o governo dos EUA afirmar que Pyongyang enviou cerca de dez mil soldados para se juntarem aos russos. As medidas adotadas por Kiev para ampliar o efetivo, entretanto, não são novidade. Já em março o presidente Volodymyr Zelensky havia aprovado a redução da idade mínima para servir às Forças Armadas, de 27 para 25 anos.
Mais tarde, em abril, simplificou o processo de identificação de cidadãos elegíveis, o que viabilizou o recrutamento dos 160 mil cidadãos anunciado nesta semana. Também foram adicionadas à lei novas e mais duras penas para aqueles que evitam a convocação, com multas até cinco vezes mais altas que as previstas anteriormente. De acordo com a agência Associated Press (AP), a Suprema Corte da Ucrânia relatou em maio que 930 pessoas foram condenadas em 2023 por faltar com suas obrigações militares, número cinco vezes superior ao do ano anterior.
Outra medida da Ucrânia para ampliar suas tropas surgiu em maio, quando legisladores aprovaram um projeto de lei que permite a convocação de criminosos condenados para lutar. Um processo semelhante ao adotado pelo Kremlin, embora na Rússia a medida permitia que quase todos os detentos fossem libertados em troca do serviço militar. Paralelamente, Zelensky passou a pressionar os países europeus para que forcem o retorno à Ucrânia de refugiados em idade de alistamento.
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