As eleições de 2024 registraram um aumento significativo nas candidaturas de mulheres negras e indígenas. Dos 158 mil registros, 81 mil se autodeclararam negras e 961, indígenas, conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apesar do maior número de candidaturas femininas negras e indígenas na história, elas ainda enfrentam obstáculos estruturais que dificultam a igualdade na disputa política.
Um dos principais desafios denunciados por essas candidatas é o atraso no repasse de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Movimentos como o Mulheres Negras Decidem (MND) apontam que essa prorrogação prejudica as candidaturas de mulheres que não têm os mesmos recursos ou apoio dos partidos em comparação com os candidatos em mandato. A distribuição desigual de verbas, que tende a favorecer candidatos brancos, amplifica as dificuldades dessas mulheres na campanha.
Além disso, partidos políticos foram acusados de não fornecer o apoio necessário a essas candidaturas, mesmo após a implementação de leis que exigem uma distribuição proporcional de recursos. Muitas candidatas relataram o subfinanciamento e a falta de transparência na divisão dos fundos, tornando a corrida eleitoral ainda mais desigual para mulheres negras e indígenas que tentam ocupar espaço no cenário político.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.