O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a subir o tom contra o Irã ontem (14), ao declarar que o país persa deve "abandonar" qualquer plano de obter uma arma nuclear — sob risco de enfrentar “consequências severas”. Questionado por jornalistas, Trump afirmou que um ataque militar às instalações nucleares iranianas está entre as opções consideradas por Washington: “É claro que sim”.
As declarações ocorrem dias após Teerã afirmar que teve uma conversa “produtiva” com os EUA, mediada por Omã, para a retomada de um acordo nuclear. Apesar do discurso de Trump, autoridades americanas reconheceram o encontro como um avanço, e uma nova rodada de negociações foi marcada para o dia 19 de abril. O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, disse que sua delegação está pronta para “discussões reais”, mas cobrou o fim das sanções norte-americanas como condição para um acordo duradouro.
O governo iraniano, no entanto, mantém a cautela e já declarou que seu programa de mísseis balísticos não será negociado. O histórico de tensão entre os países — agravado após Trump romper o acordo nuclear de 2015 e restaurar sanções — pesa nas tratativas. Para analistas, o fracasso nas conversas pode elevar ainda mais o risco de conflito no Oriente Médio, onde aliados do Irã, como o Hezbollah e os Houthis, já estão envolvidos em disputas com Israel.
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