A equipe de transição da Justiça e Segurança Pública estuda criar uma área específica para armas no Ministério da Justiça e Segurança Pública (ou somente Segurança Pública) e responsabilizar donos por crimes cometidos por menores de idade com armas deles.
Segundo Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo de armas na equipe da Justiça e Segurança Pública, há a possibilidade de se criar uma secretaria voltada ao tema de armas. Um dos objetivos é conseguir integrar o banco de dados do Exército e da Polícia Federal e compartilhar esses dados com as polícias estaduais.
"A política pública que nós vamos estabelecer é uma política de controle e de verificação. O grupo está fazendo um trabalho preliminar, um diagnóstico. Hoje a população civil armadas é de contingente quase igual a soma da polícia civil e dos militares. O diagnóstico é de descontrole", afirmou Carvalho no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), em Brasília, onde o governo de transição se reúne.
No Brasil, as armas são liberadas pela PF e pelo Exército. Na Força, ficam registradas armas de CACs (caçadores, atiradores e colecionadores), das Forças Armadas e o armamento particular de militares, incluindo policiais e bombeiros.