O "Testamento de sua Majestade Imperial D. Pedro I, Duque de Bragança", é o item mais pesquisado na biblioteca digital do STF só no mês de agosto, com 753 acessos de usuários diferentes. A Gerência de Conteúdos Digitais, da CBIB - Coordenadoria de Biblioteca, atribui a alta demanda à chegada do coração de Dom Pedro I ao país, como parte da comemoração do bicentenário da Independência do Brasil.
Uma curiosidade apontada pela Gedod é que, a pedido do próprio Dom Pedro I, o órgão está conservado em formol há 187 anos e foi trazido da cidade do Porto, em Portugal, onde é guardado na igreja de Nossa Senhora da Lapa, apesar de essa informação não constar no testamento.
No testamento, Dom Pedro I elegeu como testamenteira sua segunda esposa, Amélia de Leuchtenberg (1812-1873). Ela também ficou com todos os bens móveis que não pertenciam ao filho Pedro Alcântara (D. Pedro II) ou às filhas do imperador. Curiosamente, nessa época havia ainda a “terça parte” da herança. Nesse caso, Dom Pedro I deixou para os filhos Pedro Alcântara e Isabel Maria de Alcântara (duquesa de Goiás) e para Rodrigo Delphim Pereira (cunhado da marquesa de Santos).
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