O retorno de Donald Trump à presidência dos EUA acendeu o alerta vermelho nos mercados internacionais quanto à possibilidade real de uma invasão chinesa a Taiwan. O que antes era tratado como um risco distante agora movimenta bilhões: investidores estrangeiros retiraram cerca de US$ 11 bilhões da bolsa taiwanesa desde o início do ano, refletindo o temor de uma guerra iminente e as incertezas sobre o comprometimento dos EUA com a defesa da ilha. Exercícios militares de Pequim e tarifas comerciais impostas por Washington pioraram o cenário, fazendo o índice da Bolsa de Taipé acumular queda de 6% no ano.
No centro da crise está a gigante TSMC, maior fabricante mundial de chips, peça-chave na indústria global de tecnologia e símbolo da importância estratégica de Taiwan. Embora a esperança de muitos investidores resida na proteção americana à empresa e à ilha, analistas admitem que o risco de um conflito torna as decisões financeiras quase binárias: ou mantém-se a aposta, enfrentando volatilidade extrema, ou abandona-se o barco antes que o pior aconteça. “Você não consegue liquidar operações, a moeda pode desaparecer”, alertou o gestor Mukesh Dave, refletindo a insegurança generalizada.
O risco geopolítico agora tem até medição própria: o índice Cross-Strait Risk, criado pelo Goldman Sachs, disparou após a eleição de Trump, enquanto apostas em plataformas como a Polymarket já estimam em 12% a chance de uma invasão — quase zero no início do ano. Apesar do presidente taiwanês Lai Ching-te reiterar o compromisso com a paz, a China respondeu com ameaças e ações militares, mantendo o tom belicista.
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