As tensões dentro do Taleban aumentaram após o assassinato do ministro Khalil Haqqani, em dezembro, e a fuga do vice-ministro das Relações Exteriores, Sher Abbas Stanikzai, que criticou publicamente o líder supremo Mullah Haibatullah Akhundzada. A morte de Haqqani gerou suspeitas de que a própria liderança do grupo ordenou o ataque, enquanto Stanikzai deixou o Afeganistão após contestar a proibição da educação feminina e ter sua prisão supostamente ordenada por Akhundzada.
Além das rivalidades internas, o Taleban enfrenta desafios econômicos e a ameaça do Estado Islâmico-Khorasan (EI-K), que realizou um atentado suicida no norte do país em fevereiro. O bloqueio de fundos internacionais e a desvalorização da moeda aprofundam a crise humanitária, dificultando a governabilidade do regime.
O enfraquecimento da coesão do Taleban pode levar a novos episódios de violência e instabilidade no Afeganistão. Assassinatos, expurgos internos e disputas de poder ameaçam a já frágil governança do país, aumentando o risco de uma nova guerra civil entre facções islamistas. Se as divisões não forem controladas, o regime pode perder o domínio sobre parte do território, agravando ainda mais a insegurança e a crise econômica.
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