Medições de satélites e radares confirmam que um Super El Niño está em formação no Oceano Pacífico Equatorial. Entre abril e maio, as temperaturas subsuperficiais registraram marcas superiores a 6 °C acima da média histórica, conforme informações da Deutsche Welle.
Segundo dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM), existe 90% de probabilidade de o fenômeno se consolidar nos próximos meses. Cientistas projetam que a intensidade varie de moderada a forte, elevando riscos globais.
O aquecimento prolongado de 0,5 °C na superfície do mar, observado desde fevereiro, caracteriza o início do evento climático. Os impactos exatos dependem de qual ponto do oceano registrará o aquecimento máximo.
Os primeiros efeitos devem atingir a Região Sul durante a primavera, trazendo volumes severos de chuva. A estimativa foi apresentada por José Marengo, coordenador-geral de pesquisa do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden).
O fenômeno deve agravar a seca no inverno e no início do verão nas regiões Norte e Nordeste. O cenário preocupa o Congresso Nacional devido aos riscos potenciais para a população e para o agronegócio nacional.
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