O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, detalhou, nessa quinta-feira 4, a existência de pelo menos três planos contra ele, criados pelos golpistas do ‘8 de Janeiro’. Um dos planos incluía um enforcamento em praça pública.
Em entrevista ao O Globo o ministro detalhou as ações que os golpistas pretendiam realizar: “Eram três planos. O primeiro previa que as Forças Especiais [do Exército] me prenderiam em um domingo e me levariam para Goiânia. No segundo, se livrariam do corpo no meio do caminho para Goiânia. Aí, não seria propriamente uma prisão, mas um homicídio”.
“E o terceiro, de uns mais exaltados, defendia que, após o golpe, eu deveria ser preso e enforcado na Praça dos Três Poderes. Para sentir o nível de agressividade e ódio dessas pessoas, que não sabem diferenciar a pessoa física da instituição”, completou Moares.
Os planos, diz o ministro, estão em investigação em um inquérito separado no STF. Há, ainda de acordo com Moraes, diligências em andamento tocadas pela a Agência Brasileira de Inteligência, a Abin. Para o ministro, apesar das ameaças constantes que sofre, a potência dos ataques pelas redes sociais não é a mesma vivenciada na realidade.
Com isso, Moraes tornou a defender a necessidade da regulamentação das redes sociais e pontuou essa como a principal lição dos atos bolsonaristas. “Sem elas [redes], dificilmente [os atos golpistas] teriam ocorrido de forma tão massiva”, concluiu o ministro.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.