A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, confirmou nessa terça-feira (15) que a votação do novo arcabouço fiscal e da Lei de diretrizes Orçamentárias (LDO) ocorrerá até o fim de agosto, como prevê o rito constitucional.
“O maior desafio hoje do Orçamento […] é lidar com o tempo. A nossa equipe está trabalhando 24 horas por 7 dias, e nos finais de semana eles estão ali fazendo seus turnos para poder cumprir com o que manda a Constituição”, disse a ministra na 3ª conferência “Sob o olhar delas”, realizado em Brasília pela XP Inc.
Na tarde dessa segunda (14), o relator do projeto, Cláudio Cajado, decidiu adiar a tramitação após falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a Câmara concentrar "muito poder" . Posteriormente o ministro se desculpou.
Tebet disse ainda que a relação entre Haddad e o presidente da Câmara, Arthur Lira, "não podia ser melhor". Segundo a ministra, ainda restam dúvidas sobre quais pontos do texto do marco fiscal serão modificados na Câmara: “Nosso desafio não é se vai ou não passar. Conhecemos o Congresso, os parlamentares têm responsabilidade fiscal”.
A ministra também afirmou que fará um "pente-fino" em gastos previdenciários e assistenciais a fim de elevar a receita do governo federal. Tebet declarou que o "estresse" com o Banco Central ficou no passado após a último corte na taxa básica de juros (Selic) e a sinalização de novas reduções no futuro. Segundo ela, o Brasil pode encerrar o ano com juros de 11,75% ou 11,50%.
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