A senadora republicana Susan Collins enfrenta uma das disputas mais difíceis de sua carreira política no Maine, estado tradicionalmente favorável aos democratas. A poucos dias das eleições legislativas de 3 de novembro, ela aparece tecnicamente empatada nas pesquisas com o democrata Troy Jackson. O resultado pode influenciar o controle do Senado dos Estados Unidos, atualmente comandado pelos republicanos.
Com cerca de 30 anos de atuação no Senado, Collins aposta em sua experiência e na capacidade de garantir recursos federais para o estado. Ela afirma ter viabilizado quase US$ 1,5 bilhão em investimentos desde 2021, além de negociar exceções tarifárias e medidas de apoio a hospitais rurais. Jackson, ex-presidente do Senado estadual e antigo trabalhador madeireiro, critica a senadora por apoiar políticas do presidente Donald Trump e argumenta que essas medidas não compensam os impactos econômicos das tarifas e dos cortes de gastos.
A campanha tornou-se uma das mais caras do país, com gastos publicitários estimados em US$ 199 milhões, segundo a empresa AdImpact. Os democratas precisam conquistar quatro cadeiras líquidas para assumir o controle do Senado, que tem 100 integrantes. A disputa no Maine ganhou importância nacional em meio à polarização política e à redução do número de eleitores independentes dispostos a mudar de posição durante a campanha.
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