O senado argentino discutiu ontem (7) a Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de políticos condenados em duas instâncias.
O projeto, que já passou desidratado pela Câmara dos Deputados, conta com mais simpatia dos senadores e, se a aprovação acontecer, a ex-presidente Cristina Kirchner deverá ficar de fora das próximas eleições.
Por enquanto, há a expectativa de que ela concorra a uma vaga de deputada nacional pela província de Buenos Aires, no pleito que acontecerá em outubro. As listas dos candidatos ainda não estão confirmadas.
O governo de Javier Milei busca aprovar a Ficha Limpa ainda nesta semana, antes das eleições locais que ocorrem em quatro províncias (Salta, Chaco, Jujuy e San Luis votam no dia 11 de maio).
A expectativa é de que a vice-presidente (que na Argentina também comanda o Senado), Victoria Villarruel, aprove a pauta e coloque a proposta em votação.
Curiosamente, as principais disputas atuais em torno do projeto não são impulsionadas pelo kirchnerismo, que seria a força com mais interesse em evitar que ele passe.
Em vez disso, as discussões estão centradas na queda de braço, que acontece no Senado, entre os libertários (base de apoio de Milei) e os chamados dialoguistas (senadores de outras forças políticas que costumam acompanhar o governo, principalmente os do Pro, do ex-presidente Mauricio Macri).
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