Com propriedades anti-inflamatórias, cicatrizantes e antimicrobianas, o sangue de dragão, também conhecido como sangue de grado, tem atraído a atenção dos extrativistas da calha do rio Madeira. Para incentivar essa nova fonte de renda no campo, o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) acompanha o potencial da resina e capacita os trabalhadores a desenvolverem a exploração sustentável do produto florestal.
O sangue de dragão é uma resina vermelha, extraída da árvore croton lechleri, muito utilizada na indústria cosmética devido aos benefícios terapêuticos que oferece. A substância é amplamente explorada no Peru e na Colômbia, pois a árvore é abundante nas regiões amazônicas desses países. No Brasil, a espécie é encontrada nos estados do Acre e Rondônia, em áreas próximas aos rios e de florestas secundárias, assim como no Amazonas.
Em território amazonense, a extração do látex dessa árvore pode representar uma importante atividade econômica para as comunidades de Manicoré e Humaitá (a 332 e 590 quilômetros da capital, respectivamente). Nos municípios, há grande potencialidade a ser explorada, conforme o chefe do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Florestal (Datef/Idam), Luiz Rocha.
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