Faltando um mês para o auge da estiagem, que normalmente atinge seu ponto mais crítico em setembro, os rios da Amazônia já estão apresentando recordes de baixas em suas cotas.
Dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), divulgados ontem (22), órgão vinculado ao Ministério da Defesa, revelam que o Rio Solimões está três metros abaixo da média histórica para o mês de agosto. Além disso, importantes afluentes, como os rios Madeira e Acre, registram níveis próximos aos mínimos históricos.
Segundo o analista do Censipam, Flávio Altieri, o volume de chuvas está consideravelmente abaixo da média em grande parte da Amazônia. Nos últimos dias, além da seca, as fumaças novamente retornaram a cidade. “As previsões hidrológicas do Censipam, divulgadas em junho durante o evento Pré-Seca, já alertavam que a Amazônia enfrentaria uma seca semelhante à de 2023”, destaca o analista.
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