A comprovação de idoneidade das pessoas que pediram autorização do Exército para manejo de armas de fogo, entre 2019 e 2022, possui “sérias fragilidades”. A conclusão é do Tribunal de Contas da União (TCU), em auditoria que analisou as licenças de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs) emitidas no período.
Foram identificados 70.646 boletins de ocorrência, 9.387 mandados de prisão e 19.479 processos de execução penal relativos a pessoas físicas registradas no sistema de controle de armas do Exército, o Sigma.
Segundo o relatório, isso significa que a corporação emitiu licenças para condenados por tráfico de drogas e homicídio, por exemplo. Também foram identificados CACs com mandado de prisão em aberto e cidadãos que podem ter sido usados como laranjas do crime organizado. Cerca de 22 mil cadastrados estão no CadÚnico, a base de dados do governo federal da população de baixa renda.
A fiscalização constatou ainda que “pessoas mortas” compraram mais de 16 mil munições no período analisado. E 21.442 armas estão registradas em nome de pessoas que já morreram.
Fonte: Auditoria TCU
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.