O regime militar que governa Mianmar desde o golpe de Estado em fevereiro de 2021 enfrenta atualmente sua maior ameaça, conforme grupos rebeldes étnicos armados obtêm avanços significativos em uma ofensiva conjunta iniciada em outubro.
O presidente do Conselho de Administração do Estado, Myint Swe, alertou durante uma reunião do Conselho de Defesa e Segurança Nacional que o país corre o risco de ser "dividido em várias partes" se o governo não conseguir gerenciar eficazmente os incidentes na região fronteiriça.
Os insurgentes conquistaram aproximadamente cem posições anteriormente controladas pelos militares em seus recentes avanços, assumindo o controle de armas e equipamentos militares que fortalecem sua capacidade de combate em futuros confrontos, de acordo com informações da agência Reuters. No entanto, o líder do golpe, Ming Aung Hlaing, minimizou as derrotas recentes, afirmando que as Forças Armadas "recuperaram com sucesso o controle da situação" durante a mesma reunião.
Apesar do otimismo das autoridades militares, os rebeldes comemoraram a queda de um jato da Força Aérea birmanesa no sábado (11). Eles afirmam ter derrubado a aeronave, enquanto os militares atribuem o incidente a um problema mecânico.
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