O "ratinho-do-arroz", um roedor silvestre do gênero Oligoryzomys encontrado em diversas regiões do Brasil, é apontado por cientistas como um dos principais reservatórios naturais do hantavírus. O animal abriga o vírus por longos períodos sem adoecer, mantendo o patógeno ativo na natureza. Pesquisas da Fiocruz já identificaram ao menos nove variantes virais associadas a roedores brasileiros, como as cepas Juquitiba e Castelo dos Sonhos.
Habitantes de áreas de Mata Atlântica, Cerrado e regiões agrícolas, esses roedores transmitem a doença principalmente pelo ar. A infecção em humanos ocorre quando partículas de poeira contaminadas com fezes, urina ou saliva dos animais são aspiradas, tornando ambientes fechados e pouco ventilados, como galpões e casas de campo, locais de alto risco. Uma variante específica, a cepa Andes, transmitida por uma espécie desse roedor na região andina, ganhou atenção recente por ser a única com transmissão documentada entre humanos, identificada inclusive em um surto num cruzeiro.
Como a hantavirose apresenta uma alta taxa de letalidade e pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória grave, autoridades de saúde reforçam o alerta de prevenção. A recomendação principal é evitar o contato direto com roedores silvestres e adotar cuidados rigorosos de limpeza e ventilação ao abrir locais que ficaram fechados por muito tempo.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.