Nas cúpulas partidárias, a tríplice aliança (incluindo o Cidadania, federado ao PSDB) está acertada. Mas, arranjos regionais e pressões de alas minoritárias das duas legendas estão adiando o casamento das siglas mais poderosas do autodenominado centro democrático. A pressão, agora, é para que a coligação seja anunciada na quinta-feira, quando a Comissão Executiva do PSDB se reúne, em Brasília, para fechar questão.
Os tucanos esperam que, até lá, o MDB resolva o impasse em torno da montagem do palanque da terceira via no Rio Grande do Sul. O partido ainda resiste em apoiar a volta do ex-governador Eduardo Leite (PSDB) ao Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, por causa de uma ala que defende a candidatura própria. Se esse arranjo regional, que envolve também o PSD da ex-senadora Ana Amélia (RS), não se concretizar, a aliança nacional em torno da pré-candidatura de Simone Tebet tende ao fracasso.
Bruno Araújo está otimista e enumerou os passos dados até agora pelo potencial aliado para viabilizar a chapa unificada. Citou que a Executiva do MDB aprovou a coligação e acolheu o programa de governo tucano elaborado sob coordenação do ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia para a pré-candidatura de João Doria — que abdicou da disputa por falta de amparo no partido. A única pendência está no apoio do MDB à candidatura de Eduardo Leite ao governo do Rio Grande do Sul. "Torcemos pela formalização da aliança", disse Araújo.
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