Hamas recebeu uma nova proposta de trégua temporária na Faixa de Gaza, apresentada por Israel por meio de mediadores egípcios, informou uma fonte do grupo palestino. Segundo o movimento, uma das condições impostas por Israel para o fim definitivo da guerra o desarmamento do Hamas e de outras facções armadas é considerada “inaceitável” e viola suas “linhas vermelhas”. De acordo com a proposta, Israel estaria disposto a libertar metade dos reféns em poder do Hamas na primeira semana após o acordo, em troca de um cessar-fogo de pelo menos 45 dias e da entrada de ajuda humanitária no território palestino. No entanto, a exigência de que o Hamas entregue suas armas é rejeitada pelo grupo. “As armas da resistência não são objeto de negociação”, afirmou o porta-voz do movimento à agência AFP.
Uma delegação do Hamas está no Cairo para conversas com autoridades do Egito e do Catar, com mediação também dos Estados Unidos, na tentativa de avançar em um acordo de cessar-fogo.
Durante a primeira fase da trégua, entre 19 de janeiro e 17 de março, 33 reféns foram libertados — oito deles mortos — em troca da liberação de cerca de 1.800 prisioneiros palestinos por Israel. O conflito foi desencadeado em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas lançou um ataque sem precedentes contra o sul de Israel, matando 1.218 pessoas, a maioria civis, segundo dados oficiais israelenses reunidos pela AFP. Das 251 pessoas sequestradas na ocasião, 58 continuam em cativeiro em Gaza, sendo 34 consideradas mortas, de acordo com o exército israelense.
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