A segunda edição do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac 2) foi lançada com a assinatura da portaria que estabelece as novas diretrizes para o programa, voltado às micro, pequenas e médias empresas. A assinatura que ocorreu na última segunda-feira (20) durante a cerimônia que comemorou os 70 anos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O Peac foi responsável por garantir mais de R$ 90 bilhões de crédito para o setor, por meio de 40 instituições financeiras.
Segundo o ministro Paulo Guedes, o BNDES tem papel fundamental no novo momento da economia brasileira com o fortalecimento do apoio aos micro, pequenos e médios empresários, e não mais somente às grandes empresas. Guedes destacou a importância do banco nos processos de desestatização e incentivo a projetos estruturantes. “É o grande banco de investimento da União, capaz de fazer transformações verticais”, apontou.
O ministro disse, também, que o BNDES pode acelerar a transformação do capital público nacional, gerindo recursos do Fundo da Erradicação da Pobreza e do Fundo de Reconstrução Nacional, em um novo modelo de desenvolvimento. A ideia em gestação é usar o dinheiro das privatizações e da venda de ativos para alimentar esses dois fundos, além de utilizar parte dos recursos para a redução do endividamento público. “Vamos devolver, compartilhar com o povo brasileiro a riqueza construída por gerações”, afirmou.
A mudança do perfil de atuação do BNDES nos últimos anos foi destacada pelo presidente da instituição, Gustavo Montezano. Ele ressaltou que atualmente o banco é um indutor do crescimento multidimensional, diante de uma fronteira de inovação aberta, em um cenário em que ativos intangíveis passam a ter mais valor que os ativos fixos e financeiros. Uma das grandes inovações recentes, de acordo com ele, foi a criação do Fundo Garantidor que deu lastro às operações do Peac durante a pandemia.
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