A prisão do dono da empresa FD’Gold, o político Dirceu Santos Frederico Sobrinho, já revelava, em setembro de 2022, como funciona a indústria ilegal de garimpos na Amazônia. A empresa do suplente de senador paraense é uma das que “esquentam” ouro ilegal, como se viesse de lavras legalizadas. Meses antes, em maio, 78 quilos de ouro em malas de viagem chamaram a atenção da Polícia Federal, em Sorocaba, por estar sendo escoltada por policiais militares do estado de São Paulo.
A investigação da PF que levou a prisão de Sobrinho, é o fio que leva ao esquema criminoso da invasão de milhares de trabalhadores pobres nas terras indígenas, a serviço de grandes empresas de intermediação de ouro. Outras empresas como a FD’Gold DTVM (Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários) operam da mesma forma, ajudando os garimpeiros ilegais a regularizar a documentação do ouro.
A investigação que levou a Sobrinho começou em novembro de 2020, após o recebimento de uma denúncia anônima à Polícia Federal de Rondônia sobre o pouso de um avião com 3kg de ouro ilegal em Porto Velho. A apreensão de celulares dos envolvidos, e quebra de sigilos, revelou toda a rede.
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