O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, saiu em defesa do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, após as críticas feitas por Donald Trump, que chamou Zelenskyy de "ditador". Starmer lembrou que o líder ucraniano foi democraticamente eleito e que a suspensão das eleições em tempos de guerra é uma prática aceitável, citando o exemplo do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial. A Ucrânia suspendeu suas eleições devido à lei marcial, imposta após a invasão russa em 2022.
As declarações de Trump geraram reações negativas de diversos líderes europeus, como o chanceler alemão Olaf Scholz, que destacou a legitimidade democrática de Zelenskyy e afirmou que a suspensão das eleições estava em conformidade com a Constituição ucraniana. A ministra dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Annalena Baerbock, também criticou Trump, dizendo que é na Rússia e na Bielorrússia que as pessoas vivem sob regimes ditatoriais, não na Ucrânia.
Em resposta a Trump, Zelenskyy acusou o ex-presidente dos EUA de estar imerso em desinformação, associando suas palavras ao governo russo. Enquanto isso, a Europa segue reforçando a necessidade de envolver a Ucrânia nas negociações de paz, com líderes como Emmanuel Macron e Keir Starmer se preparando para discutir a situação em Washington. O debate sobre a guerra continua a polarizar opiniões, especialmente com os EUA se aproximando da Rússia em buscas de um possível diálogo.
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