O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quarta-feira (4) uma série de medidas para enfrentar a crise provocada pela intervenção do Ueno Bank, instituição financeira que teve suas operações suspensas após o Banco Central identificar uma grave insuficiência de solvência. O caso afeta cerca de 2,9 milhões de clientes e desencadeou uma crise política no país. Peña pediu serenidade à população e afirmou que a prioridade do governo é proteger as economias dos paraguaios.
Entre as ações anunciadas está a indicação do economista Raúl Vera Bogado para assumir a presidência do Banco Central do Paraguai, além da nomeação de dois novos diretores. O governo também articulou com lideranças do Congresso a tramitação urgente de um projeto de lei para ampliar a garantia de depósitos e acelerar a devolução dos recursos aos clientes. Segundo Peña, a proposta poderá assegurar a cobertura de aproximadamente 98% dos depositantes, com previsão de início dos pagamentos ainda nesta semana.
A crise também provocou a renúncia do então presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, após solicitação de Peña, e levou o Ministério Público a abrir investigação sobre possíveis irregularidades envolvendo dirigentes do banco. A situação ganhou repercussão devido às relações empresariais anteriores do presidente com o grupo controlador da instituição. Peña afirmou que os responsáveis deverão responder perante a Justiça e sustentou que o episódio é um caso específico.
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