Em uma reafirmação firme de sua postura, o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, mais uma vez trouxe à tona a questão das armas nucleares posicionadas em seu país pela Rússia como uma estratégia retórica contra Kiev e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
O líder autoritário repetiu suas advertências na quinta-feira (17), declarando que não hesitará em recorrer ao arsenal de seu aliado caso a segurança de Belarus seja ameaçada por um ataque. As informações são da rede de notícias CNN.
Durante uma entrevista à agência de notícias estatal Belta, Lukashenko reiterou que Belarus não tem a intenção de se envolver no conflito em curso na Ucrânia. No entanto, ele reforçou o compromisso de apoio à Rússia, descrevendo-os como aliados essenciais.
O cenário mudaria drasticamente, de acordo com as palavras do ditador, se Belarus fosse alvo de um ataque por parte de Kiev ou de algum de seus países vizinhos. Lukashenko afirmou que, nesse caso, uma resposta imediata ocorreria, "usando todos os recursos à nossa disposição". Essa mensagem parece ser direcionada principalmente à Lituânia, Letônia e Polônia, países fronteiriços de Belarus que são aliados da Ucrânia e membros da Otan.
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