A Prefeitura de Manaus está preparando a rede de Atenção Primária à Saúde (APS) para começar a ofertar, de forma inédita, no mês de agosto, a retirada do implante subdérmico de migrantes e refugiadas venezuelanas. O implante é um método contraceptivo disponibilizado no sistema público da Venezuela, e a Secretaria de Saúde (Semsa) identificou uma demanda de mulheres que necessitavam remover o dispositivo na capital.
O secretário municipal de Saúde, Djalma Coelho, informou que seis médicos ginecologistas da Semsa estão sendo capacitados.
A técnica do Núcleo de Saúde dos Grupos Especiais do órgão, informou que algumas mulheres indígenas Warao também serão alcançadas.
Essas usuárias possuem uma espécie de bastão, semelhante a um palito de fósforo, inserido no tecido subdérmico do braço, que libera pequenas doses de hormônios para impedir a fecundação, pelo período de três anos.Na Venezuela, esse é um dos métodos mais comuns para evitar a gravidez.
Um mapeamento feito por agentes identificou que pelo menos 40 mulheres venezuelanas estão em busca do serviço em Manaus.
A Semsairá montar um fluxo de atendimento para esse público, que deve iniciar em meados do mês de agosto. As unidades de referência para o procedimento podem ser encontradas no site: www.gov.brmanaus.am
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