Durante a Pré-COP Indígena, lideranças indígenas dos nove países da Bacia Amazônica apresentaram uma proposta de NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) indígena com diretrizes climáticas voltadas à proteção dos povos originários e seus territórios. O documento foi entregue à ministra dos Povos Indígenas do Brasil, Sonia Guajajara, e à representante do governo colombiano, Maria Violeta Medina. A proposta defende a participação efetiva dos povos indígenas nas decisões sobre o clima e enfatiza a valorização de seus conhecimentos tradicionais para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
Entre as prioridades listadas na NDC indígena estão: o reconhecimento e proteção dos territórios indígenas especialmente aqueles com povos isolado, financiamento direto às comunidades, autonomia financeira, inclusão nos espaços de decisão climática, proteção dos defensores indígenas e a proibição de atividades extrativas nos territórios. O documento será apresentado na Conferência de Clima de Bonn, na Alemanha, evento preparatório para a COP30, que ocorrerá em Belém, no Pará, em novembro.
A ministra Sonia Guajajara afirmou que o Brasil está se organizando para garantir uma forte presença indígena na COP30, com credenciais para até mil representantes de todo o mundo. Já Toya Manchineri, da Coiab, destacou que a proposta é um chamado à justiça climática e à ação efetiva dos Estados. Patrícia Suárez, da OPIAC, reforçou a urgência da proteção integral dos territórios e a importância de ações estruturais que envolvam titulação, adaptação e restauração ambiental.
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