O governo de Portugal anunciou neste final de semana, que vai notificar cerca de 4.500 imigrantes na próxima semana para que deixem o país. Ao todo, a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) deve enviar a notificação para 18 mil pessoas nos próximos meses. O aviso é destinado a quem não tem permissão de estar em território português –seja porque violou regras da imigração do próprio país ou porque não cumpriu as de outros da União Europeia.
A medida faz parte de uma análise que o país europeu conduz das condições de permanência de 110 mil estrangeiros que vivem hoje em Portugal. Segundo o governo, é provável que a maior parte deste número esteja no país legalmente, mas imigrantes em situação irregular serão notificados e, se não houver a saída voluntária, deportados.
Não está claro quantos dos imigrantes afetados são brasileiros, mas essa é a nacionalidade mais comum entre quem tem a entrada recusada em Portugal. O número de brasileiros barrados na chegada subiu de 179, em 2023, para 1.470 em 2024, um aumento de mais de 700%.
Até recentemente Portugal era um dos países mais abertos a estrangeiros. Era possível entrar no país como turista e pedir uma autorização de residência a posteriori, usando um dispositivo legal conhecido como "manifestação de interesse".
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