O ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski, afirmou que a Europa não criará um exército unificado para enfrentar ameaças como a da Rússia. A declaração, feita no último sábado (15), responde à sugestão do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de uma força militar conjunta para garantir a segurança do continente. Embora rejeite a unificação dos exércitos nacionais, Sikorski defendeu o fortalecimento das capacidades de defesa da União Europeia (UE).
A UE já trabalha na criação de uma brigada reforçada como parte de suas iniciativas de segurança coletiva. Sikorski ressaltou que o aumento da defesa europeia deve incluir um componente nacional, a aliança com a Otan e investimentos diretos da UE na indústria militar. A preocupação com a estabilidade das alianças ocidentais cresce, especialmente diante da incerteza sobre o apoio dos EUA sob a administração de Donald Trump.
Mesmo sem um exército europeu unificado, a UE avança em projetos para ampliar sua capacidade militar, incluindo financiamento para produção de armamentos e treinamentos conjuntos. Sikorski também afastou especulações sobre o envio de tropas polonesas à Ucrânia, reforçando que o apoio de Varsóvia ao país vizinho se concentra no fornecimento de armamentos e assistência humanitária.
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