O deputado Dermilson Chagas fez uma fiscalização na Policlínica Cardoso Fontes, na rua Lobo D´Almada no Centro de Manaus e encontrou máquinas e aparelhos danificados e sem manutenção há mais de seis meses, instalações do prédio com necessidade urgente de reforma e, sobretudo, falta de segurança higiênico-sanitária para pacientes e funcionários. A Policlínica Cardoso Fontes era considerada referência para o tratamento de tuberculose multirresistente no Amazonas, porém esse status já não existe mais.
Ao invés de uma unidade de referência, agora o local é totalmente sujo, com diversos aparelhos e equipamentos danificados e sem manutenção há meses e um ambiente totalmente inapropriado para o atendimento de pacientes, inclusive porque na sala do principal exame para detecção da doença já não existe mais a câmara de proteção para que os servidores não sejam afetados. Além disso, as instalações do prédio apresentam fiação inadequada e utilização da mesma tomada para vários equipamentos, que são um risco para incêndios. No local, atualmente, só há um banheiro funcionando para atender as necessidades tanto de pacientes masculinos quanto femininos. O outro está desativado por falta de manutenção.
Os exames não estão sendo realizados porque a maioria dos equipamentos estão à espera de reparo e substituição de peças. Mas, a pior parte é o estado que se encontra a sala destinada para a realização dos exames, a Sala de Baciloscopia, onde se faz a confecção das lâminas. Todo o ambiente está infectado com bacilo de Koch, causador da tuberculose.
O ar-condicionado vaza água e faz o ambiente ficar úmido, proliferando mofo. Em outras salas, também há condicionadores de ar com vazamento de água, forçando os funcionários a utilizarem um balde para evitar que a sala fique com o piso totalmente encharcado. “Eu estou completamente perplexo com o que eu acabei de ver, e não consigo acreditar que o Governo do Amazonas relega essas pessoas que já estão sofrendo terrivelmente com essa doença e ainda tem de implorar por atendimento em um hospital público, que é mantido com contribuição do cidadão. Isso é desumano. Mais do que desumano, é cruel, é perverso e isso não pode e nem vai ficar assim”, garantiu Dermilson Chagas, que disse que cobrará providências da Secretaria de Estado de Saúde.
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