Um policial militar entrou com um processo na Justiça de São Paulo afirmando que foi obrigado a participar de reuniões da PM em um templo da Igreja Universal do Reino de Deus.
Segundo o processo, essas reuniões ocorreram durante o governo João Doria, mas reportagem do portal UOL registrou ao menos um encontro do tipo em julho do ano passado, já no governo Tarcísio de Freitas.
O PM se tornou alvo de um processo administrativo por ter faltado em uma das reuniões, que, segundo ele, eram realizadas nos dias de folga.
Marco Aurélio Bellorio, de 43 anos, protocolou a ação dizendo que o fato de ser obrigado a participar das reuniões fere a sua liberdade de crença. Ele diz, também, que chegou a deixar de comparecer em uma das reuniões, mas passou, em seguida, a ser submetido a um processo administrativo.
O governo de São Paulo, por sua vez, alega que as reuniões se prestam a assuntos militares e não têm caráter religioso.
A Justiça negou a indenização no dia 7 de junho com o
argumento de que testemunhas afirmaram que a reunião, apesar de ser no templo, não era um culto, que eram apenas palestras e conteúdos referentes ao trabalho. Video
A decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo foi em primeira instância, e cabe recurso. O processo, aberto em 2020 durante o governo João Doria, tramita sob segredo de Justiça.
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