A Procuradoria-geral da República se manifestou pela prorrogação por mais 60 dias da investigação contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) por ter associado a vacina anticovid-19 ao risco de contrair o vírus HIV, que pode desenvolver a Aids.
A declaração foi dada pelo mandatário em uma de suas lives em outubro de 2021. Na ocasião, o presidente também relacionou o uso de máscaras de proteção com pneumonia bacteriana.
Segundo a vice-procuradora da PGR, Lindora Araújo, a prorrogação é necessária para que a Polícia Federal possa incluir algumas coisas relevantes na investigação, como o próprio depoimento de Bolsonaro à PF, que ainda não foi dado.
A PF acredita que o presidente instigou um comportamento displicente quanto às medidas sanitárias da pandemia ao espalhar informações falsas. A manifestação da PGR já foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
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