A Suprema Corte do Peru decidiu manter por mais 12 meses a prisão preventiva do ex-presidente Pedro Castillo, que continuará detido enquanto prosseguem as investigações sobre supostos crimes de organização criminosa, tráfico de influência e conluio durante seu governo. A Justiça rejeitou o recurso apresentado pela defesa e considerou que ainda existe risco de fuga.
A investigação reúne mais de 90 pessoas e apura supostas irregularidades em contratos públicos, incluindo casos envolvendo a estatal Petroperú e a obra da Ponte Tarata III. Segundo o Ministério Público, Castillo teria liderado uma organização criminosa instalada no Poder Executivo, embora ainda não tenha sido apresentada denúncia formal nesse processo.
Preso desde dezembro de 2022, após tentar dissolver o Congresso e instaurar um governo de exceção, Pedro Castillo também foi condenado, em 2025, a 11 anos e cinco meses de prisão por conspiração para rebelião. Com a nova decisão, a prisão preventiva permanecerá em vigor até março de 2027.
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