Monday, 08 de June de 2026
26/11/2021   09:45h - Educação

Pais de alunos do CMPM V vão à Aleam após Seduc exigir transferência de estudantes

Um grupo de 20 pessoas da Comissão de Pais de alunos da Escola Estadual Tenente Coronel Cândido José Mariano (CMPM V) ocupou a galeria da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na quarta-feira (24), para reivindicar contra a transferência dos alunos que atualmente estudam no Parque das Laranjeiras, Zona Centro Sul da Cidade, para outro espaço localizado no bairro Alvorada, na Zona Centro-Oeste de Manaus. A exigência da mudança de endereço é da Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc) e do Comando da Polícia Militar do Amazonas.

O ato do protesto é um desdobramento da denúncia feita pelo deputado Wilker Barreto (sem partido), na última segunda-feira (22), onde revelou que a pasta e o setor da PM estão impondo a mudança do local de ensino sob a alegação de superlotação e a não renovação do aluguel de alguns blocos do prédio da CMPM V, localizado no bairro Parque das Laranjeiras.

Apesar da alegação, o documento de Capacidade de Designação (CPAD) da Seduc indica que existem 953 vagas disponíveis na escola do Parque das Laranjeiras e que das 113 salas de aulas registradas no Sistema Integrado de Gestão Educacional do Amazonas (Sigeam), 6 salas pela manhã e 9 salas à tarde estão ociosas, ou seja, não estariam sendo utilizadas. Desta forma, salas ociosas podem configurar dano ao erário e desconstroem a justificativa de superlotação dada pela secretaria para a transferência dos alunos.

Para Andrezza Castro, mãe de uma aluna com idade de 14 anos e que estuda no CMPM V, a medida imposta pela Seduc tem deixado pais e alunos apreensivos. Segundo ela, a Secretaria falhou no controle de matrícula dos alunos e considerou, também, que a localização do prédio indicado pela pasta é insegura e de difícil acesso.


Segundo a Comissão dos Pais, desde agosto de 2021, a Seduc e o Comando da PM estão exigindo a transferência dos alunos sob a alegação de superlotação da escola e da não renovação do contrato de aluguel dos blocos D e J do CMPM V. Tais estruturas eram pagas pelo Comando para abrigar a Escola de Formação de Oficiais (EFO) da PM, mas eram também usados para atender turmas da unidade escolar. 

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