A humanidade foi surpreendida 25 anos atrás ao ser apresentada à simpática Dolly. Era 22 de fevereiro de 1997 quando Dolly foi anunciada.
Completaria sete meses de vida. Seu nascimento significou uma revolução que extrapolou o mundo científico, incitando debate mundial das vantagens e desvantagens da clonagem e reverberando nas questões éticas e religiosas da manipulação genética.
Criada em laboratório, a ovelha surgiu como um passo gigantesco da ciência por se tratar da primeira clonagem bem-sucedida de um mamífero a partir de célula somática adulta. Ela foi reproduzida das células de uma ovelha que tinha seis anos de idade, da raça Dorset finlandês. Mesmo o estudo envolvendo um animal, a pergunta, quase ficcional, colou-se ao tema: os humanos também seriam duplicados?
Dolly ativou o maior dos medos da sociedade: a possibilidade da clonagem humana. Temia-se a modificação de genes na criação de seres humanos perfeitos, a eugenia. Não havia certeza alguma sobre isso, mas organismos internacionais, governantes e líderes mundiais anunciaram decisões e puxaram o debate para conter o receio geral.
A clonagem animal passou a ser adotada mundialmente. Em 2008, a Food and Drug Administration (FDA), órgão do governo dos Estados Unidos que controla alimentos e remédios, aprovou a venda de produtos de gado clonado. Acredita-se que o principal legado da ovelha Dolly seja os avanços na pesquisa das células-tronco e avanços na medicina regenerativa.
Dolly mudou a ciência e o entendimento da sociedade. Atualmente há esforços para clonar o mamute-lanoso, o panda-gigante e o rinoceronte-branco do Norte.
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