A Anistia Internacional alertou ontem (11), para a continuação da repressão brutal no Irã, dois anos após os protestos em prol da igualdade de gênero e direitos fundamentais. Os protestos, desencadeados pela morte de Mahsa Amini, jovem curda detida pela polícia iraniana, levaram à morte de mais de 400 pessoas e à detenção de cerca de 17 mil manifestantes, segundo a organização. A AI denuncia a impunidade das autoridades iranianas e a ausência de investigações imparciais sobre as violações de direitos humanos cometidas.
A organização também destaca que o governo iraniano intensificou a repressão contra mulheres e jovens que desafiam as leis obrigatórias do uso do véu. Em 2023, o Irã lançou o Plano Noor, que aumentou as patrulhas de segurança para impor o uso do véu, levando a perseguições, detenções e punições severas. Além disso, o Parlamento iraniano prepara a aprovação de uma lei que reforça essas medidas repressivas.
A Anistia denuncia ainda o aumento no uso da pena de morte como forma de silenciar dissidentes, com o maior número de execuções registrado nos últimos oito anos. A organização apela a outros países para que investiguem crimes cometidos por autoridades iranianas sob o princípio da jurisdição universal e exijam justiça para as vítimas dos protestos de 2022.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.