O Conselho de Segurança da ONU realizou uma reunião de emergência para discutir a crise na República Democrática do Congo, após a captura da cidade de Kamanyola pelo grupo armado M23, com apoio do Exército de Ruanda. A representante especial da ONU, Bintou Keita, alertou que o avanço dos rebeldes ignorou apelos internacionais por cessar-fogo, causando grande número de vítimas. Ela pediu ações urgentes para evitar uma escalada do conflito e responsabilizar os envolvidos por violações de direitos humanos.
O M23 também estabeleceu uma administração paralela em Goma, tomou o aeroporto de Kavumu e a cidade de Bukavu, além de impor restrições à circulação das forças de paz da ONU (Monusco), dificultando operações humanitárias e de segurança. As tropas da missão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (Samirdc) enfrentam dificuldades para acessar suprimentos essenciais, enquanto prédios da Monusco abrigam um grande número de deslocados, em condições precárias.
Apesar da escalada do conflito, a ONU segue empenhada em apoiar esforços de paz, ressaltando os avanços do processo de Luanda, mediado pelo presidente de Angola, João Lourenço. A comunidade internacional acompanha com preocupação os desdobramentos da situação, enquanto diplomatas buscam soluções para conter a instabilidade na região.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.