António Guterres, Secretário-Geral das Nações Unidas, enfatizou a necessidade de os Estados-Membros cumprirem suas obrigações segundo o direito internacional, ressaltando que a justiça e a responsabilização são essenciais quando essas obrigações não são cumpridas. Ele destacou que, embora o cessar-fogo inicial tenha permitido a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, o fim das hostilidades causou um colapso na esperança das famílias palestinas e israelenses, com a situação piorando drasticamente.
Em relação às tarifas comerciais dos EUA, Guterres alertou que guerras comerciais são prejudiciais e que ninguém ganha com elas. Ele expressou grande preocupação com os impactos econômicos sobre os países em desenvolvimento, que enfrentarão as consequências mais severas de uma possível recessão global.
Além disso, Guterres mencionou o agravamento da crise humanitária em Gaza, onde 2,1 milhões de pessoas estão sofrendo com bombardeios, fome e bloqueios. Organizações humanitárias da ONU denunciaram que a situação é crítica, com alimentos e medicamentos retidos nas fronteiras. O Unicef também anunciou o fechamento de centros de tratamento de desnutrição devido aos confrontos. A ONU pediu ações urgentes dos líderes mundiais para garantir a proteção dos civis e a renovação do cessar-fogo.
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