Ainda adolescente, Olga se casou com Igor, herdeiro do primeiro mandatário do Rus de Kiev, Rurik. Esse reino medieval tinha alianças com a tribo dos drevlianos, no que hoje é o norte da Ucrânia. Mas, quando Rurik morreu, estes pararam de pagar seus impostos — e Igor foi até lá para cobrar a dívida. Então, foi brutalmente assassinado.
Os drevlianos ainda propuseram casamento entre seu príncipe e a viúva, Olga, então com 20 anos. O filho dela, Sviatoslav, tinha apenas três anos e era jovem demais para ser o novo rei.
Antes que as notícias da recepção pouco calorosa chegassem aos drevlianos, Olga mandou uma mensagem, dizendo que aceitaria a oferta de casamento do príncipe. Mas só com uma condição: que ele enviasse seus chefes mais leais para buscá-la, como forma de mostrar boa vontade ao povo dela, em Kiev.
Mais uma vez, Olga fingiu receber todos bem e até ofereceu sua casa de banhos para que os chefes se refrescassem após a longa viagem. Quando eles estavam lá, "de boas", ela mandou queimar a casa com todos dentro.
Entre os drevlianos, ninguém ficou sabendo da morte dos emissários em Kiev — as notícias não corriam tão rápido nos tempos medievais, né? Assim, deu tempo de Olga correr até a capital drevliana, ainda fingindo aceitar a oferta de casamento. Ela apenas pediu para dar um banquete em honra ao seu marido morto.
Quando os convidados já estavam bêbados, os soldados de Olga começaram uma chacina, matando cerca de 5 mil pessoas. Em seguida, os soldados do Rus de Kiev sitiaram a cidade com um cerco que durou mais de um ano. Observando que os drevlianos estavam resistindo mais do que o planejado, Olga fez uma "oferta de paz". Todas as pessoas que tentaram escapar foram mortas pelos soldados do Rus de Kiev e quem sobreviveu precisou se submeter a Olga.
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