Uma onda de violência ligada a gangues de traficantes transformou o Equador de um destino turístico pacífico em uma peça chave no comércio global de drogas. Como é que o país se enquadra no negócio multibilionário das drogas que se espalha pelo mundo?
Em apenas alguns dias de janeiro, o Equador viu jornalistas de televisão detidos sob a mira de armas, um procurador morto a tiro, um hospital invadido, ameaças de bomba e agentes de pris'ao mantidos como reféns por detentos depois que um famoso criminoso sumiu de sua cela de prisão.
O presidente do Equador, Daniel Noboa, declarou estado de emergência e disse à BBC que a nação está "lutando todos os dias para não se tornar um narco-Estado", um país cuja economia depende do comércio de drogas ilegais.
“As gangues locais, como Los Choneros e Los Lobos, já dominam a sociedade”.
Outrora mais conhecido como destino turístico e maior exportador mundial de bananas, o Equador é agora descrito como "a estrada da cocaína para os EUA e a Europa" pela InSight Crime, um think tank com sede em Washington especializado na investigação do crime organizado no continente americano.
A geografia tem sido um fator chave nesta transformação. O Equador faz fronteira com a Colômbia e o Peru, os maiores produtores mundiais de coca, o principal ingrediente da cocaína.
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