Alexandr Wang cresceu perto do Laboratório Nacional de Los Alamos, no Novo México, o local ultra-secreto onde os Estados Unidos desenvolveram sua primeira bomba atômica durante a Segunda Guerra Mundial. Seus pais eram físicos que trabalhavam em projetos de armas para os militares.
Agora ele segue praticamente o mesmo caminho: a Scale AI, empresa de seis anos de Wang com sede em São Francisco, já assinou três contratos no valor de até US$ 110 milhões (R$ 529 milhões), a depender das necessidades do governo, para ajudar a Força Aérea e o Exército dos Estados Unidos a usar inteligência artificial. Esse é um caso impressionante para um jovem de 25 anos.
A tecnologia da Scale analisa imagens de satélite muito mais rápido do que analistas humanos para determinar quanto dano as bombas russas estão causando na Ucrânia, sendo útil não apenas para os militares.
Mais de 300 empresas, incluindo General Motors e Flexport, usam a Scale, que Wang iniciou quando tinha 19 anos, para ajudá-las a extrair ouro de rios de informações brutas, como milhões de documentos de remessa ou imagens de carros autônomos.
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