Brasil e diversos outros países tem sido gravemente afetado pela pandemia COVID-19. O surgimento de variantes do SARS-CoV-2 trouxe uma maior complexidade a esse cenário, visto que algumas destas variantes podem estar associadas a maior transmissibilidade, escape de resposta imune, casos mais graves e aumento na mortalidade. Muitas destas variantes possuem mutações no gene S, que codifica a proteína de superfície (“spike”), responsável pela entrada do vírus nas células, além de serem o alvo dos anticorpos neutralizantes produzidos pelas diversas estratégias de vacinação. No Brasil, projetos de vigilância genômica viral tem sido conduzido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, através da RedeVírus MCTI, e pelo Ministério da Saúde. A identificação de novos variantes em todas as regiões brasileiras e realizada por meio do sequenciamento completo de genomas.
Apesar desta iniciativa com abrangência nacional, ser considerada internacionalmente o padrão, a mesma é limitada a poucos laboratórios no país. Assim, faz-se necessário ampliar o mapeamento de variantes através da complementação com outras estratégias mais rápidas e de menor custo capazes de varrer um número maior de amostras positivas de COVID-19 com estimativas acuradas de frequência das variantes de SARS-CoV-2 nas 27 unidades federativas do nosso país. Com esse intuito o CTVacinas e o Laboratório de Biologia Integrativa, ambos da UFMG, e o laboratório de Vírus respiratórios da USP, todos participantes da Rede de diagnósticos e Rede Coronaômica.BR MCTIC, sub redes da RedeVírus MCTI, desenvolveram novas estratégias rápidas e de baixo custo para a detecção em larga escala das variantes de SARS-CoV-2 circulantes no Brasil. Atualmente, as variantes de SARS-CoV-2 circulantes no Brasil incluem a B.1.1.7 (também conhecida como Reino Unido), P.1, P.2 e mais recente a linhagem N.9 (B.1.1.33.2).
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.