A posição do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na disputa para permanecer no poder enfraqueceu nesta quinta-feira (5/11), após o partido ultraortodoxo United Torah Judaism (UTJ) decidir não recomendar nenhum candidato para formar o próximo governo. A decisão representa um revés para Netanyahu, que enfrenta um impasse político desde as eleições parlamentares realizadas em 27 de outubro. O principal adversário do premiê, Gadi Eisenkot, ex-chefe militar, recebeu apoio de uma parcela maior dos parlamentares nas consultas conduzidas pelo presidente Isaac Herzog.
O partido UTJ, aliado histórico de Netanyahu e representante de setores judaicos ultraortodoxos, possui sete cadeiras no Parlamento israelense. A legenda condiciona seu apoio a futuras negociações à aprovação de uma legislação que mantenha a isenção do serviço militar obrigatório para estudantes de instituições religiosas. O tema tem provocado divergências políticas, especialmente diante de propostas para ampliar o recrutamento de jovens ultraortodoxos. Enquanto isso, partidos árabes também declararam apoio a Eisenkot, ampliando sua base de recomendações.
O presidente Isaac Herzog deverá anunciar no domingo (8/11) qual parlamentar receberá a missão de tentar formar um governo. O indicado terá inicialmente 28 dias para construir uma coalizão, com possibilidade de extensão por mais 14 dias. Netanyahu continuará à frente de um governo provisório até que uma nova coalizão seja formada ou que sejam convocadas novas eleições. Apesar de o Likud, partido de Netanyahu, ter conquistado o maior número de cadeiras individualmente, seu bloco não alcançou maioria no Parlamento.
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