A ministra Rosa Weber assume a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) em sessão solene, nesta segunda-feira (12), às 17 horas, em Brasília. Com isso, passa a acumular a chefia do Poder Judiciário e também o comando do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão de controle administrativo dos tribunais do país. Ela deve ficar no cargo somente até outubro de 2023, quando completa 75 anos e se aposentará compulsoriamente.
Nomeada pela ex-presidente Dilma Rousseff, em 2011, Weber foi escolhida para suceder Ellen Gracie, a primeira mulher a ter assento no STF – por isso, na época, a escolha de uma ministra era considerada simbolicamente importante. Pesou na indicação a carreira de Rosa Weber na Justiça Trabalhista, marcada por posições pró-empregados e pró-sindicatos.
Além disso, há grande expectativa em torno da ministra pela possibilidade de submeter ao plenário casos de controversos socialmente e politicamente sob sua relatoria. Mas dentro do STF, é dado como praticamente nula a possibilidade de ela pautar esses casos neste ano, em razão da polarização política em torno das eleições.
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