A líder da pesquisa, Ellen Grav, explicou mais sobre a idosa que se tornou atração. Aparentemente Tora, nome que recebeu, viveu no final do século 13, e “voltou à vida” com o trabalho de designers, maquiadores e cientistas. O modelo em 3D é ultrarrealista, com reconstrução do tamanho real a partir do esqueleto da anciã, que uma equipe de escavação encontrou em 1970.
Quem foi tora?
Estima-se que tora, a velhinha das descobertas, viveu perto dos anos 1200 em um território onde, hoje, é a Noruega. Por esse motivo, a descoberta dos seus ossos ocorreu na região próxima. Tora também teria vivido no auge da Idade Média, em uma região metropolitana medieval, conhecida por possuir muitos artesãos e comerciantes.
Além disso, seguindo o local do enterro dos ossos, Tora deveria ter sido de uma família relativamente bem de vida, de comerciantes, por exemplo. Essa história surgiu apenas das escavações e da avaliação dos arqueólogos. Não foi difícil construir seu modelo 3D, uma vez que ela era baixa, com prováveis 1,55 cm de altura. Os pesquisadores ainda acreditam que ela era velha quando morreu, algo difícil para a época.
Isso porque seu esqueleto apresentava problemas como osteoartrite, fraqueza nas costas e nos quadris, além de ter perdido alguns dentes. Essas informações também ajudaram a definir se Tora era idosa mesmo. As leituras arqueológicas não são tão precisas, por conta do período e da preservação óssea, mas foi o suficiente para o modelo 3D ficar impressionante.
A reconstrução impressionante de Tora só foi possível graças ao trabalho da tecnologia e de Thomas Foldberg, maquiador de efeitos especiais para cinema, que tornou a estátua o mais realista possível.